Background
.: As Raízes:.
Minha paixão pela WEB começou em junho de 1994, quando ela nem existia no Brasil, nem chamava “internet”. O mundo definia a novidade como “super highways” ou “super vias da informação” e eu era relações públicas do publicitário Antonio Rosa Neto (Dainet/Adnews), professor de new mídia na ESPM, um dos grandes representantes da era digital no Brasil desde o início.
A web era desconhecida no país, mas eu já estava imersa na revolução tecnológica que mudaria tudo para sempre. À frente do tempo, Antonio Rosa lançava seu livro “Atração Global: A Convergência da Mídia e da Tecnologia” em 1998, projeto editorial do qual participei ativamente. Quer assunto mais contemporâneo?
Essa influência nos primeiros cinco anos da minha carreira ditou a tônica da trajetória. Vivo o hoje, observo o horizonte, vejo a ondulação a caminho, me posiciono e surfo a onda gigante.
Na FAAP, fui pioneira ao abordar o tema “a internet como ferramenta de relações públicas” em um Trabalho de Conclusão de Curso (apresentado em 20 de novembro de 1995) e a primeira a utilizar laptop e datashow na faculdade em uma época em que TODOS usavam o pré-histórico retroprojetor. Naquela época, eu já sabia: a internet era (é) o meio de comunicação mais poderoso, democrático, econômico, sustentável e transparente de se fortalecer a imagem junto aos stakeholders.
.: Período Sabático :.
De 1999 a 2001, trabalhei como redatora em uma pontocom durante o grande boom e me desliguei antes do estouro da bolha pra viver na Inglaterra pra efervescer meu repertório criativo. Parti no dia 13 de setembro de 2001 (dois dias após o dia D) pra viver outra cultura, falar outra língua, ver novas geografias, interagir, encarnar personagens, ser estrangeira. Em Londres, vivi um intenso período sabático em termos de adaptabilidade, criatividade, bom humor, auto-estima e determinação.
.: Mercado Financeiro:.
Quando retornei ao Brasil, fiz um projeto de e-learning para a GM e comecei a escrever para três portais estrangeiros voltados ao mercado investidor (Factiva, Securities e IMSpress). Foi uma experiência ímpar e aprimorei meu inglês jornalístico nas áreas de economia, política, finanças e business.
Na sequência, tive uma experiência enriquecedora como Web Writer bilíngue da Bovespa, atuando com arquitetura da informação, conteúdo bilíngue e sistemas online. Foram três anos e inúmeros projetos interessantíssimos. Surfei a grande onda do mercado de capitais, presenciando os IPOS a partir de fevereiro de 2004 de dentro do coração do mercado financeiro brasileiro. Adrenalina.

Trabalhei no coração financeiro do país.
Fiz imersão no universo dos investidores, potenciais investidores, corretoras, bancos e empresas listadas. Um dos pontos destacáveis foi minha atuação em projetos envolvendo internet e responsabilidade social, a exemplo dos sites Bolsa de Valores Sociais e do Em Boa Companhia – este teve minha participação ativa da concepção até sua implantação.
Quando vi, lá estava eu trabalhando novamente no mercado da vez. Com o aquecimento do mercado de capitais, o setor que presta serviços para as empresas de capital aberto bombou. Fui executiva na área de comunicação corporativa e sustentabilidade da MZ Consult, líder em comunicação financeira e relações com investidores no Brasil.
Aprendi no mercado de capitais que precisamos ter visão de longo prazo para identificar ativos com (alto) potencial de valorização. Mas não basta apenas vislumbrar: é preciso ser empreendedor, arriscar-se, saber investir, mergulhar no negócio, acompanhar, gerenciar riscos, adaptar e administrar o que a vida traz de volta…
Gatacine: um Divisor de Águas

Almejo amplos horizontes e dou largas passadas. Em setembro de 2007, sai de férias e passei duas semanas na produtora Gatacine, do diretor Marcelo Galvão, meu melhor amigo da faculdade.
Pra abstrair da aridez do mercado, criei o blog do longa-metragem Rinha. Puro hobby, já que AMO escrever. Mas não ficou aí… Me envolvi nos negócios da Gatacine, nos filmes e acabo de voltar de nove semanas de filmagem rodando o Colegas, longa-metragem que vai revolucionar o cinema brasileiro… Quem diria: pra quem começou a carreira trabalhando em escritório, ter dois longas no currículo agora é valioso. Que venham os próximos! O céu é o limite!
.:Creative Asset$:.
A Creative Assets representa a convergência criativa do meu capital intelectual a esta altura do campeonato: de um lado, trago o profissionalismo do mercado, a transparência das empresas de capital aberto e a cultura da governança corporativa para o universo das artes. De outro, levo criatividade e tratamento artístico aos negócios que me envolvo. Uma simbiose que faz a diferença…

